Efeitos do uso prolongado de meloxicam em equinos hígidos: achados clínicos, laboratoriais, gastroscópicos e eletrocardiográficos
Santos Júnior, Dinamérico de AlencarCarvalho, Caio Victor DamascenoLima, Maynara Kalya FerreiraMiranda Neto, Eldinê Gomes deEscodro, Pierre Barnabé
Os anti-inflamatórios não esteroides são amplamente utilizados na prática veterinária e os inibidores da COX-2 são propostos como mais seguros que os inibidores não seletivos, porém, poucos estudos abordam seu uso por tempo prolongado na espécie equina. Este estudo teve como objetivo identificar os possíveis efeitos adversos do uso de meloxicam (inibidor preferencial da COX-2) em equinos hígidos, na dose de 0,6 mg/kg, por via oral, uma vez ao dia, durante 28 dias. Um teste pareado foi realizado com sete animais e os parâmetros clínicos, hematológicos, bioquímicos, tempo de sangramento e gastroscópicos foram avaliados em cinco momentos e eletrocardiograma em três. Não foram observados efeitos adversos relevantes nos parâmetros avaliados. As variáveis frequência cardíaca, eritrócitos, hemoglobina, hematócrito, HCM, neutrófilos segmentados, AST e duração da onda P apresentaram diferença significativa em relação ao T0, porém nenhum animal manifestou alterações clínicas. Na gastroscopia foram observadas lesões discretas (grau 1) na mucosa gástrica escamosa no dia 14 de tratamento em todos os animais, porém, ao final do estudo (dia 28) essas lesões regrediram para grau 0 em três pacientes e permaneceram em grau 1 em quatro animais. O uso de meloxicam na dose diária de 0,6mg/kg, por via oral, durante 28 dias consecutivos, não causou efeitos adversos relevantes em cavalos hígidos.(AU)
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