Influência da frequência de alimentação no crescimento, hematologia, bioquímica sanguínea, histologia hepática e na microbiota intestinal no Oscar (Astronotus ocellatus)
Lopera-Barrero, Nelson MauricioSouza, Felipe Pinheiro deLima, Ed Christian Suzuki deOdebrecht, Lucas MendonçaPandolfi, Victor César FreitasLeal, Cindy Namie SeinoPereira, Ulisses de PáduaPupim, Andréia Carla EugenioMeletti, Paulo CésarAraújo, Eduardo José de Almeida
O Oscar (Astronotus ocellatus) é uma importante espécie amazônica de alto potencial produtivo em pisciculturas e valor comercial para aquariofilistas. No entanto, limitadas informações sobre suas características alimentares, como frequência de alimentação diária, estão disponíveis para espécies em cativeiro. Portanto, o objetivo do presente estudo foi avaliar o efeito da frequência alimentar no crescimento, hematologia, parâmetros bioquímicos do sangue, histologia hepática e microbiota intestinal de juvenis de Oscar. Foram testados quatro tratamentos, consistindo de peixes alimentados com taxa de arraçoamento de uma (T1), duas (T2), três (T3) ou quatro (T4) vezes ao dia com 1% da sua biomassa. Não houve diferenças significativas (p > 0,05) entre tratamentos para crescimento e parâmetros hematológicos. T1 apresentou valores de albumina sérica menores que T2 e T4 (p < 0,05), e maiores valores de índice hepatossomático em relação à T4 (p < 0,05), o que foi corroborado pela contagem de núcleos de hepatócitos. A análise da microbiota intestinal revelou maior riqueza de táxons em T4 do que em T1 (p < 0,05). As menores frequências de alimentação (T1) influenciaram positivamente a deposição das reservas energéticas hepáticas e a diminuição da produção de albumina, possivelmente devido à menor absorção de peptídeos no mesmo tratamento. Com base nesses resultados, frequências alimentares de duas (T2), três (T3) e quatro (T4) vezes ao dia foram as mais adequadas para os juvenis desta espécie.(AU)
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