VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 919-944

Caracterização molecular e perfil de fatores de virulência de Staphylococcus aureus isolados de mastite bovina em rebanhos brasileiros

Silva, Juliana Rosa daRibeiro, João BatistaSilva, Joice Fátima MoreiraDias, Juliana AlvesRibeiro, Gabryella RussiGonçalves, Maysa SerpaCustódio, Dircéia Aparecida da CostaPereira, Ulisses de PáduaDorneles, Elaine Maria SelesCosta, Geraldo Márcio da

Staphylococcus aureus destaca-se como o principal agente etiológico da mastite bovina em todo o mundo, e o conhecimento sobre sua diversidade e fatores de virulência é de grande importância para o controle das infecções causadas por este patógeno. Este estudo teve como objetivo realizar a caracterização molecular de uma população de S. aureus (n=153 linhagens isoladas entre 1994 e 2014 de sete estados brasileiros), por análise de Pulsed-field Gel Electrophoresis (PFGE); e avaliar os perfis de virulência por PCR. PFGE apontou 93 pulsotipos com os isolados organizados em 26 agrupamentos e 20 pulsotipos únicos. Foram observados pulsotipos predominantes, com variações conforme os anos de isolamento e origem geográfica dos isolados. De acordo com os resultados da PCR para os genes que codificam fatores de aglutinação (ClfA e ClfB), proteínas de ligação (proteína de ligação à fibronectina - FnBPA, proteína de ligação à elastina - Ebps, proteína de ligação ao colágeno - Cna) e toxinas (Hla, Hlb e Luk-ED), foram observados 40 perfis de virulência. As frequências dos genes de virulência variaram de 58 a 98% (clfA:84,3%; clfB e hlb ambos 81%; hla:71,2%; fnBA:82,3%; Cna: 94,7%; ebps:58%; e lukED:98%). A existência de genótipos prevalentes em alguns Estados estudados e ao longo do período sugere que esses genótipos são mais bem adaptados, possuindo características que os favorecem nas relações hospedeiro/patógeno. Ampla distribuição de genes de comprovada importância para a patogênese de S. aureus na mastite bovina foi observada em populações geneticamente divergentes, sugerindo que a maioria deles podem ser candidatos interessantes para o desenvolvimento de vacinas para controle da mastite bovina no Brasil.(AU)

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