VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 495-508

Capim marandu sob diferentes dias de rebrota em sistema silvipastoril e monocultivo

Lages, Regina PereiraSantos, Antônio Clementino dosAraújo, Raphael PavesiOliveira, Juliana Silva deSouza, Mirelle MagalhãesAlencar, Nayara Martins

Os sistemas silvipastoris (SSP) são uma alternativa sustentável para a produção animal no ecossistema tropical. Nosso objetivo foi avaliar o efeito dos dias de diferimento no acúmulo de forragem, na composição das partes da planta e nas características estruturais da copa do capim-marandu Urochloa brizantha (Hochst. ex A. Rich.) em SPS com Eucalyptus urophylla e monocultivo (MC). O experimento foi realizado de março a agosto de 2019 e 2020, respectivamente, em delineamento de blocos completos casualizados onde cada sistema foi alocado individualmente no centro de cada parcela em arranjo fatorial 3 x 4 formado com três sistemas: monocultivo, sistema silvipastoril com espaçamento de 12 e 18 m entre as fileiras de árvores, com 2 m entre árvores dentro das fileiras e quatro períodos de rebrota (60, 90, 120 e 150 dias) com três repetições. O aumento dos dias de diferimento reduzem a participação de componentes verdes na forragem, como densidade populacional de perfilhos (DPP), massa seca foliar (MSF), e reduz a relação folha/colmo. A produção máxima de massa seca foliar (MSF) ocorreu aproximadamente aos 88 dias com 0,63 Mg ha-1, a massa seca verde (MSV) foi aos 94 dias atingindo 1,11 Mg ha-1. A massa seca de material morto (MSMS) e a massa seca total (MST) tiveram comportamento linear crescente conforme os períodos de rebrota, mas a MST apresentou cerca de 47% de forragem morta em sua composição. É possível adotar um período de diferimento de 94 dias a partir de março utilizando capim Marandu em sistema silvipastoril com espaçamento de 12 e 18 m entre as fileiras de árvores, este arranjo não é obstáculo na produção de forragem.(AU)

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