Perfil de ácidos graxos do leite de vacas em pastagem de capim-elefante BRS Kurumi com e sem suplementação energética
Lopes, Fernando César FerrazMoraes, Conrado Trigo deGomide, Carlos Augusto de MirandaPaciullo, Domingos Sávio CamposMorenz, Mirton José Frota
Este estudo avaliou os efeitos da suplementação energética sobre o consumo e a composição de ácidos graxos do leite de vacas em pastagem de capim-elefante BRS Kurumi durante o período chuvoso. Dois tratamentos (com e sem suplementação) foram avaliados em delineamento de reversão completa (switchback), com seis vacas Holandês × Gir após o pico da lactação. A produção média de leite, o peso corporal e dias em lactação das vacas no início do estudo foram de 18,0±2,89 kg dia−1, 560±66 kg e 99±12, respectivamente. As avaliações foram realizadas durante três ciclos de pastejo, com períodos de adaptação de 14 dias, e seis dias de coletas de amostras. No tratamento com suplementação energética, cada vaca recebeu 3 kg dia−1 de milho moído (base da matéria natural), sendo 2 kg dia−1 na ordenha da manhã e 1 kg dia−1 na ordenha da tarde. O milho moído apresentou 87,5% de matéria seca, 7,3% de proteína bruta, 5,1% de extrato etéreo e 85% de nutrientes digestíveis totais. Maiores consumos dos ácidos oleico (+567%) e linoleico (+88%) foram observados nas vacas suplementadas com milho moído. As vacas não suplementadas consumiram 26% a mais de ácido α-linolênico e produziram leite com maiores teores dos ácidos oleico (+10%), vacênico (+23%) e rumênico (+21%), e menor teor (−7%) de ácidos graxos pró-aterogênicos (ácidos láurico + mirístico + palmítico). A gordura do leite das vacas não suplementadas apresentou melhor qualidade nutricional, com menores índices de aterogenicidade e trombogenicidade e maior relação de ácidos graxos hipo/hipercolesterolêmicos.(AU)
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