VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 1763-1776

Prevalência e fatores de risco para a brucelose bovina no estado de Alagoas, Brasil

Lages, Sonia Luisa SilvaLima, Luiz André RodriguesFerreira, FernandoDias, Ricardo AugustoGrisi-Filho, José Henrique HildebrandGonçalves, Vitor Salvador PicãoHeinemann, Marcos BryanTelles, Evelise OliveiraFerreira Neto, José Soares

Para planejar o combate à brucelose bovina no estado de Alagoas, Brasil, entre abril e outubro de 2018 foi realizado um estudo seccional para estimar a prevalência de focos e de animais, além dos fatores de risco associados à doença. Através de amostragem em dois estágios foram coletadas amostras de sangue de 3.046 fêmeas bovinas com idade de ≥ 24 meses de 634 propriedades, oriundas de duas regiões do estado. Um questionário foi aplicado em cada propriedade para avaliar a associação de possíveis fatores de risco com a doença. Os animais selecionados foram submetidos ao diagnóstico sorológico para brucelose (teste Rosa Bengala e Fixação do Complemento, em série). Para o estado, a prevalência de focos foi estimada em 3,2% [2,1; 4,9] e a de animais soropositivos em 0,9% [0,5; 1,4], não havendo diferença estatística entre as regiões. Os fatores de risco identificados foram o aluguel do pasto (OR = 3,11 [1,28; 7,37]) e o tamanho do rebanho igual ou superior a 14 fêmeas com idade ≥ 24 meses (OR=4,91 [2,02; 11,66]). Foi recomendado que o estado de Alagoas desenvolvesse ações de educação sanitária para que os criadores de bovinos evitem o arrendamento de pastagens ou passem a praticá-lo com cuidados sanitários para a brucelose e que também observem esses mesmos cuidados ao introduzir animais em seus rebanhos. Além disso, o estado deve considerar a conveniência de estruturar um sistema de vigilância visando a erradicação da brucelose bovina, tendo em vista a baixa prevalência de focos e de animais soropositivos.(AU)

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