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Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 1745-1762

Avaliação de genes de virulência e resistência a antimicrobianos em Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae produtoras de beta-lactamase de espectro estendido na cadeia produtiva avícola e em fezes humanas no Brasil

Pereira, NatáliaCardozo, Marita VedovelliGuastalli, Elisabete Aparecida LopesSantos, Luis Fernando dosValmorbida, Mylena KarolinePizauro, Lucas José LudovérioAlmeida, Camila Chioda deBragança, Caio Roberto SoaresÁvila, Fernando Antônio de

O Brasil é um dos maiores exportadores de produtos derivados de frango para o mundo e a preocupação de consumidores em relação à contaminação de alimentos com bactérias multiresistentes e capazes de causar doenças vêm aumentanto com os anos, sendo um alerta à saúde púbica. O estudo teve como objetivo caracterizar cepas de Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae resistentes a Beta Lactâmicos isoladas da cadeia produtiva de frango e amostras clínicas humanas (cloaca, carne de frango e fezes humanas). Foram utilizados 36 isolados, sendo 28 Escherichia coli e 8 Klebsiella pneumoniae portadores do gene blaCTX-M-15, obtidos de amostras de fezes e carne de aves de corte, provenientes de criadouros e abatedouros avícolas, respectivamente, e amostras de fezes humanas de laboratório de análises clínicas humano. Todos os estabelecimentos eram localizados no Estado de São Paulo, Brasil. A caracterização de genes de virulência foi realizada por meio de PCR (Reação em Cadeia da Polimerase), a resistência a antimicrobianos pelo método de difusão em disco, sorotipagem por teste de aglutinação e patogenicidade por meio de teste de mortalidade in vivo em pintainhos de um dia de vida. Os isolados demonstraram uma alta frequência de genes de virulência relacionados à Escherichia coli, como iutA, iss, hlyF, ompT e iroN. O gene mrkD também foi encontrado em grande parte dos isolados. Todos os isolados foram resistentes a pelo menos três diferentes classes de antimicrobianos e 21.4% (6) das cepas de Escherichia coli demonstraram alta patogenicidade no teste in vivo. Esses resultados evidenciaram o potencial aumento do gene blaCTX-M-15 associado a genes de virulência e multiresistência em Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae, ambas enterobactérias podem ser encontradas em fezes de aves e possivelmente contaminar produtos como a carne, aumentando o risco de infecção em humanos. Isso destaca a necessidade de cuidados sanitários rigorosos na produção de animais e alimentos no Brasil.(AU)

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