Tolerância de cultivares e seleções clonais de porta-enxertos de pessegueiro ao excesso de alumínio
Aguilar, Marcos Vinícius MirandaMoura-Bueno, Jean MichelMayer, Newton AlexNava, GilbertoBrunetto, GustavoTabaldi, Luciane Almeri
Formas de alumínio (Al) presentes na solução de solos tropicais e subtropicais podem causar toxicidade em porta-enxertos e cultivares de pessegueiro, prejudicando o crescimento e a produtividade. Isso pode ser minimizado pelo cultivo de porta-enxertos e cultivares tolerantes ao Al. Porém, isso não é suficientemente conhecido, principalmente porque os programas de melhoramento vegetal nem sempre consideram a tolerância como uma variável de seleção de materiais genéticos. O estudo teve como objetivo (a) selecionar cultivares e seleções clonais de porta-enxertos de pessegueiro tolerantes ao Al, (b) identificar variáveis que confiram tolerância ao Al para uso em programas de melhoramento genético e (c) propor níveis críticos (NC) e faixas de toxicidade (FT) do Al em relação às variáveis morfológicas do sistema radicular. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, compreendendo fatorial 13 (cultivares e seleções clonais) x 2 (com e sem Al) com três repetições. Mudas de pessegueiro 'BRS Mandinho' autoenraizadas (sem porta-enxerto) e mudas enxertadas de 'BRS Mandinho' em diferentes cultivares e seleções de porta-enxertos clonais foram cultivadas em sistema hidropônico, compondo dois níveis para o fator Al (ausência e presença a 100 mg L−1). Foram avaliadas as variáveis morfológicas da parte aérea e do sistema radicular, acúmulo de Al nos tecidos, fator de translocação, NC e FT do Al nas raízes. Os porta-enxertos FB-SM-09-43, JB-ESM-09-13, SAS-SAU-09-71, SS-CHI-09-40, 'Sharpe' e VEH-GRA-09-55 foram tolerantes a altas concentrações de Al. O NC do Al nas raízes em relação à área radicular dos porta-enxertos de pessegueiro foi de 1400 mg Al kg−1, e o FT ficou entre 1200 e 1500 mg Al kg−1.(AU)
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