Ecocardiografia e impressão 3D: modelos cardíacos para a educação de tutores de cães
Giannico, Amália TurnerLisboa, Luiz Eduardo OliveiraDenadai, Bruno BenegraTorres, Maria Fernanda PioliFoggiatto, José Aguiomar
A manufatura aditiva ou impressão 3D é um novo método para a criação de modelos anatômicos humanos e veterinários, que torna a educação de alunos e profissionais da área da saúde mais completa, além de auxiliar o entendimento dos próprios pacientes. Na área da cardiologia, esta técnica pode auxiliar de maneira eficiente a avaliação das alterações cardíacas para o paciente durante as consultas médicas, atrelando um sentimento de envolvimento com a equipe médica. Da mesma maneira, é possível utilizar a impressão 3D para o entendimento da técnica ecocardiográfica, onde é necessário conhecimento conceitual da anatomia do coração e a capacidade de traduzir uma imagem de ultrassonografia bidimensional em uma ideia tridimensional. Este artigo teve como objetivo desenvolver modelos cardíacos 3D imprimíveis, com o intuito de demonstrar cortes cardíacos utilizados na ecocardiografia e utilizá-los para ensinar os tutores de cães, avaliando sua adequação como ferramenta para melhor compreensão do exame ecocardiográfico. Imagens em DICOM de um exame de tomografia computadorizada de uma cadela foi adquirida para criação, edição e impressão dos diferentes modelos em 3D, que representam os cortes ecocardiográficos. Os modelos cardíacos em 3D foram validados por tutores de cães por meio de um questionário de avaliação elaborado em uma escala Likert, após acompanhamento do exame ecocardiográfico com uma explicação pelo ecocardiografista utilizando os modelos impressos. Um total de 30 tutores de cães participaram do estudo. Em todas as sete perguntas do questionário, foram observadas em sua grande maioria respostas positivas, sendo elas com concordância parcial ou total dos participantes. Até o momento não foram encontrados na literatura estudos com modelos de coração desenvolvidos para a educação clínica dos tutores de cães. Os resultados revelam que o uso dos modelos impressos em 3D é eficaz para melhorar a compreensão do exame ecocardiográfico e é viável no fluxo de trabalho diário.(AU)
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