Investigação de Trichomonas gallinae em passeriformes
Martínez, Jenny Paola HidalgoMello, Alexia Brauner deGiacometi, Marjorie deCunha, Rodrigo CasqueroOliveira, Camila BelmonteCleff, Marlete BrumFrança, Raqueli Teresinha
Tricomoníase, causada pelo protozoário Trichomonas gallinae, tem como principais hospedeiros aves da família Columbidae, que apresentam alta prevalência do protozoário sem manifestar a doença. O contínuo crescimento da população de pombos e sua natureza cosmopolita fazem com que hoje exista uma distribuição mundial desta espécie, sendo responsável pela distribuição e manutenção da prevalência da tricomoníase em quase todo o mundo. A transmissão da doença pode ser por contato direto, ou indireto, por meio de alimentos ou água. Essa rota indireta é a razão pela qual uma gama tão ampla de ordens de aves pode ser infectada, muito diferente dos columbídeos, como falconiformes, strigiformes, passeriformes, piciformes, psittaciformes, gruiformes, galliformes ou anseriformes. Desta forma, o objetivo desse estudo foi avaliar a presença de T. gallinae em passeriformes recebidos em um Centro de Triagem de Animais Silvestres. Para a realização deste estudo foram analisados 300 aves por conveniência da ordem Passeriforme correpondente a 23 espécies diferentes recebidos no Núcleo de Reabilitação da Fauna Silvestres (NURFS) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), em estações distintas do ano comprendidas entre os meses de março a outubro de 2021. De todos os indivíduos foram colhidas amostra de suabe da orofaringe, o material foi imediatamente acondicionado em tubo falcon contendo meio de cultura Tripticase-Yeast Extract-Maltose (TYM) e encaminhado ao Laboratório de Protozoologia e Entomologia (LAPEn), para incubação em estufa de crecimento bacteriologico e posterior identificação em lamina em montagem úmida no microscópio óptico em objetivo de 40X do protozoário. A montagem úmida em lamina, foi feita em triplicata e analisada em sua totalidade. Das 300 aves avaliadas no cultivo in vitro para T. gallinae, 25 tiveram resultado inconclusivo e foram sumetidas a análise de PCR, sendo negativas para T. gallinae. Embora não tenha sido encontrado nenhum Passeriformes positivo, o monitoramento da ocorrência desse protozoário deve continuar, pois sabe-se que ele pode causar uma possível epidemia facilmente, levando a perdas para a fauna silvestre que possuí aves ameaçadas de extinção.
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