A influência da paridade suína na diferença dos níveis de citocinas no colostro e na transferência passiva para leitões
Bastos, Ana PaulaMaciag, ShaianaBovolato, Ana Livia de Carvalho
A capacidade limitada dos leitões recém-nascidos de produzir citocinas pode influenciar o desenvolvimento de linfócitos e a resposta à exposição ao antígeno. Portanto, a ingestão de colostro é importante porque contém nutrientes, que contribuem para o desenvolvimento do sistema imunológico do leitão. O objetivo do estudo foi investigar o efeito da paridade da porca na transferência de citocina materna para leitões lactentes. Sessenta leitões de nove porcas foram divididos em seis grupos: leitões de marrãs/porcas mantidas com suas próprias mães e amamentadas normalmente; leitões de marrãs/porcas que foram trocados de mães e amamentados normalmente; leitões de marrãs/porcas que foram isolados das mães e alimentados com mamadeira com substituto do leite para suínos. Os leitões permaneceram nos grupos por 24 horas após o nascimento. Foram avaliadas as concentrações de citocinas no colostro e plasma das marrãs/porcas e no plasma dos leitões. O colostro e o plasma das porcas apresentaram maiores concentrações das 13 citocinas analisadas do que as marrãs. No mesmo sentido, as concentrações de GM-CSF, IFNγ, IL-1α, IL-1ß, IL-2, IL-4, IL-6, IL-10, IL-12, IL-18 e TNFα foram significantemente maiores nos leitões que mamaram o colostro de porcas. Os leitões que receberam fórmula comercial apresentaram, em especial, concentrações das citocinas IL1-RA e IL-8 superiores aos leitões amamentados com colostro. Isso pode influenciar o desenvolvimento até a fase adulta. Portanto, nossos dados demonstraram que a paridade materna influenciou a composição das citocinas do colostro, bem como as características das citocinas na transferência materna.(AU)
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