VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 2671-2690

Achados parasitológicos, hematológicos e epidemiológicos em preás- (Galea spixii Wangler, 1831) do estado da Paraíba, nordeste do Brasil

Gomes, Carla Caroline SoaresVieira, Thállitha Samih Wischral JaymeCoradi, Vanessa dos SantosBarboza, Samara da Costa RibeiroSilva, Hugo Thyares Fonseca Nascimento Pereira daLima, Telma de SouzaLucena, Ricardo Barbosa deVieira, Rafael Felipe da CostaGuerra, Ricardo Romão

O Brasil é composto por grandes ecossistemas com vasta biodiversidade na fauna e flora. O desenvolvimento da agricultura e pecuária proporciona uma interação entre a população humana e animais domésticos e silvestres, o que facilita a disseminação de agentes infecciosos e parasitos. Os roedores selvagens apresentam uma ampla diversidade ecológica; portanto, é necessário conhecer as espécies que podem ser portadoras de patógenos. O presente estudo tem como objetivo identificar endo e ectoparasitos, e hemoparasitos em preás (Galea spixii Wangler, 1831), e determinar os parâmetros hematológicos desta espécie. O trabalho foi realizado com 16 espécimes adultos de ambos os sexos capturados nas áreas rurais de Remígio e Areia, estado da Paraíba, nordeste do Brasil. Todos os animais apresentaram ectoparasitas, Gliricola quadrisetosa, Gyropus ovalis, Laelaps sp. e Chirodiscoides caviae, e endoparasitos identificados pela presença de ovos de nematódeos, ovos de cestódeos e oocistos de coccídeos na amostra de fezes. Este é o primeiro relato de parasitismo de Gyropus ovalis, Laelaps sp. e Chirodiscoides cavia em preás. Os animais testaram negativo na PCR para Mycoplasma sp., Babesia sp., Ehrlichia sp., e Bartonella sp. Pela primeira vez, foi determinado o perfil hematológico desses animais. Esses resultados podem servir de base para futuras pesquisas com a espécie, que pode ser utilizada para experimentação em ensaios clínicos como guia epidemiológico, uma vez que essa espécie é rotineiramente utilizada por populações empobrecidas da região Nordeste do Brasil como fonte proteica, além de seu uso como animais de estimação.

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