Maus-tratos aos animais e violência interpessoal sobre a perspectiva dos Médicos Veterinários do Estado da Paraíba, Brasil
Brandão, Thiago da SilvaDantas Neto, Agrício MoreiraAlves, Aline de SousaXimenes, Raquel GuedesBezerra, Karla Priscila GarridoBrasil, Arthur Willian de LimaNóbrega, Sônia Correia Assis daSilva, Rosangela Maria Nunes daSouza, Almir Pereira de
Objetivou-se com esse estudo a obtenção de informações a respeito do conhecimento e atitudes dos Médicos Veterinários do estado da Paraíba, Brasil, acerca dos atendimentos de animais vítimas de maustratos, o perfil dos possíveis agressores e de suas percepções a respeito da conexão entre maus-tratos animais e violência interpessoal. Para tanto foi disponibilizada pesquisa online contendo 21 questões a todos Médicos Veterinários inscritos no Conselho Regional de Medicina Veterinária da Paraíba (CRMV-PB). Para análise estatística foi utilizado o teste de Qui-quadrado com nível de significância de 5% (p<0.05). Segundo os Médicos Veterinários entrevistados, 70,7% (53/75) das vítimas de maus-tratos eram pequenos animais, sendo a negligência [68% (51/75)] e a ausência de atendimento médico [68% (51/75)] os maustratos mais evidenciados. Adicionalmente, 82,7% (62/75) deles acreditavam na conexão entre maustratos animais e violência interpessoal e 90,7% (68/75) responderam não sentir dificuldade técnica em identificar maus-tratos, porém, 48% (36/75) não conheciam a lei que trata sobre os maus-tratos animais, 90,7% (68/75) não realizaram denúncia contra os agressores, e 81,3% (61/75) afirmaram que a ausência de providências por parte dos órgãos públicos competentes dificulta a denúncia. Conclui-se que esses profissionais irão em algum momento de sua rotina clínica se deparar com situações de maus-tratos a animais e violência humana, pois estão em posição privilegiada para identificar tais atos, entretanto, precisam de mais conhecimento normativo sobre os crimes de maus-tratos aos animais.(AU)
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