VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 1145-1166

Indução a tolerância ao estresse salino em tomate cereja sob diferentes métodos de aplicação de ácido salicílico

Silva, André Alisson Rodrigues daVeloso, Luana Lucas de Sá AlmeidaLima, Geovani Soares deSoares, Lauriane Almeida dos AnjosChaves, Lucia Helena GarófaloSilva, Francisco de Assis daDias, Mirandy dos SantosFernandes, Pedro Dantas

A salinidade está entre os maiores desafios da agricultura irrigada, induzindo várias limitações no crescimento e na fisiologia das plantas, fazendo necessária a busca por estratégias que visem minimizar seus impactos sobre as plantas. Neste contexto, objetivou-se avaliar os efeitos de diferentes métodos de aplicação de ácido salicílico sobre os pigmentos fotossintéticos, a fluorescência da clorofila a, as trocas gasosas e o acúmulo de fitomassa de tomate cereja sob estresse salino. O estudo foi conduzido em casa de vegetação, utilizando-se um Neossolo Regolítico Psamitico de textura franco-arenosa. Os tratamentos foram distribuídos em delineamento inteiramente casualizados, em arranjo fatorial 2 × 4, sendo dois níveis de condutividade elétrica da água de irrigação (0,6 e 2,6 dS m-1) e quatro métodos de aplicação de ácido salicílico (M1= Testemunha - sem aplicação de AS, M2= via pulverização, M3= via irrigação e M4= pulverização e irrigação), com cinco repetições. A irrigação com água de 2,6 dS m-1 afetou de forma negativa a fluorescência da clorofila a, os teores de clorofila a, total e carotenóides, além de inibir a produção de fitomassa seca de caule e a relação raiz/parte aérea. O método de aplicação de ácido salicílico via pulverização foliar minimizou os efeitos deletérios do estresse salino sobre as trocas gasosas e teores de clorofila b e proporcionou maior acúmulo de fitomassa seca de folha e raiz, aumentando também a relação raiz/parte aérea de tomate cereja, aos 120 dias após a semeadura.(AU)

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