Primeira descrição de Dipetalonema gracile em macaco-prego-galego (Sapajus flavius) do nordeste do Brasil: Comunicação científica
Ramalho, Ayodhya CardosoVieira, Rafael Felipe da CostaBacalhao, Max Bruno MagnoKakimori, Monica Tiemi AlineVieira, Thállitha Samih Wischral JaimeGuerra, Monalisa Valesca Soares de FariasLucena, Ricardo Barbosa deOliveira, Jaqueline Bianque deGuerra, Ricardo Romão
Infecções parasitárias são uma questão importante para a Medicina e Biologia da Conservação. É descrito o parasitismo por Dipetalonema gracile Rudolphi, 1809 (Spirurida, Filarioidea, Onchocercidae) na cavidade peritoneal de um macaco-prego-galego (Sapajus flavius) que morreu no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), município de Cabedelo, Paraíba, Brasil. A necropsia revelou dois espécimes de parasitas na cavidade abdominal. Exsudatos, finas camadas de fibrina e aderências fibrosas também estavam presentes no mesentério e na cápsula do baço. Os linfonodos mesentéricos, mandibulares e traqueobrônquicos estavam aumentados. Vários pequenos nódulos foram vistos no parênquima do baço. O exame microscópico dos linfonodos e baço revelou reação inflamatória grave e difusa, com edema, células plasmáticas, eosinófilos, histiócitos, linfócitos e raras células gigantes multinucleares, com obliteração da arquitetura histológica normal do órgão. Este é o primeiro relato de parasitismo por esse nematódeo em macaco-prego-galego, uma espécie criticamente ameaçada da Mata Atlântica do Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. Estudos dessa natureza contribuem significativamente para o conhecimento sobre a fauna parasitária de espécies ameaçadas de extinção, além de auxiliar na formulação de estratégias de conservação (in situ e ex situ) e registros de novos hospedeiros e novas áreas de ocorrência de parasitas.(AU)
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