Fisiologia em mudas de Talisia esculenta sob irrigações com água salina em substrato com hidrogel
Bezerra, Francisco Thiago CoelhoBezerra, Marlene Alexandrina FerreiraNascimento, Raiff Ramos AlmeidaPereira, Walter EsfrainOliveira, Carlos Jardel AndradeSouza, Gleyse Lopes Fernandes deRibeiro, João Everthon da Silva
A salinidade interfere na fisiologia das mudas desde a germinação e emergência das plântulas, por isso, é necessário adotar medidas que mitiguem seus efeitos. Os objetivos com esta pesquisa foi avaliar frequências de irrigação, salina da água, polímero e volume de recipiente na emergência e fisiologia de Talisia esculenta (A. St.-Hil.) Radlk. Os tratamentos foram obtidos da combinação entre doses de polímero (0,0; 0,2; 0,6; 1,0 e; 1,2 g dm-3), condutividades elétricas da água de irrigação (0,3; 1,1; 2,7; 4,3 e; 5,0 dS m-1) e frequências de irrigação (diária e alternada), mais dois tratamentos adicionais para avaliar o volume do recipiente. Utilizou-se o delineamento de blocos casualizados. Foram analisados a emergência e aos 100 dias após a semeadura os índices foliares de clorofila, fluorescência e trocas gasosas. O aumento da condutividade elétrica reduziu e atrasou a emergência das plântulas. A diminuição da frequência de irrigação reduziu o índice de clorofila b, condutância estomática, transpiração, assimilação líquida de CO2 e a eficiência carboxilação. A magnitude dos efeitos da condutividade elétrica da água e do polímero estiveram associados com a frequência de irrigação. Entretanto, tanto a salinidade quanto o polímero reduziram praticamente todas as variáveis fisiológicas. A redução no volume do recipiente também afetou a fisiologia das mudas, com mais efeitos ao se irrigar em dias alternados. As mudas de T. esculenta são consideradas sensíveis à salinidade, devendo-se irrigar diariamente com água com condutividade elétrica menor que 1,0 dS m-1, como também utilizar recipientes com capacidade maior (0,75 vs 1,30 dm3).(AU)
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