Ocorrência e distribuição de percevejo-de-renda, mosca-branca e mosca-do-broto na cultura da mandioca (Manihot esculenta) em regiões do Estado do Paraná, Brasil
Androcioli, Humberto GodoyHoshino, Adriano ThibesGisloti, Laura JaneKawashima, Ana BeatrizOliveira, Luciano MendesVentura, Maurício UrsiGuide, Bruna AparecidaHata, Fernando TeruhikoMenezes Junior, Ayres de Oliveira
A cultura da mandioca é relevante para o sustento humano principalmente para regiões pobres, seu consumo ocorre na forma in natura ou como farinha industrializada. Raízes e parte aérea são também utilizadas para criação animal. As pragas podem limitar a produção de mandioca, o que pode ameaçar a segurança alimentar pela importância sócio-econômica da cultura. Registros da ocorrência de três guildas de insetos: percevejos-de-renda, moscas-do-broto e moscas-brancas são recorrentes no Estado do Paraná, mas quais espécies e a sua distribuição ainda não foram amplamente determinadas. A falta de informação limita o desenvolvimento de estratégias para mitigar eventuais danos ocasionados pelas pragas. Assim, levantamentos foram feitos em 39 cidades (quatro campos por cidade) distribuídas por todo o estado englobando as regiões sócio-econômicas. O material coletado foi devidamente acondicionado e enviado ao laboratório para identificação, determinando-se as seguintes espécies: os percevejos-de-renda Vatiga illudens Drake, 1922 e Vatiga manihotae Drake, 1922 (ambos Hemiptera: Tingidae), as moscas-brancas Bemisia tuberculata (Bondar, 1923) e Aleurothrixus aepim (Goeldi, 1886) (ambos Hemiptera: Aleyrodidae) e a mosca-do-broto da mandioca Neosilba perezi Romero & Ruppel, 1973 (Diptera: Lonchaeidae) no Paraná. Os percevejos-de-renda não foram encontrados nas amostras das regiões leste e sul do Estado. A maior distribuição espacial ocorre para-V. illudens em relação a V. manihotae. A mosca-branca A. aepim não foi encontrada em três municípios do estado (leste, sul e região central), enquanto B. tuberculata e a moscado-broto foram encontradas em todas as regiões amostradas no Paraná. Sugestões para futuras pesquisas são apresentadas.(AU)
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