Infecções por Eimeria em ovinos do sul do Brasil prevalência e fatores de risco
Martins, Natália SoaresMotta, Sara Patron daSantos, Carolina Caetano dosMoreira, Andrios da SilvaEvaristo, Tainá AnçaFarias, Nara Amélia da RosaRuas, Jerônimo Lopes
As infecções por Eimeria são comuns na ovinocultura em todo o mundo, porém informações sobre sua epidemiologia são escassas no sul do estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Portanto, um estudo transversal foi realizado para determinar a prevalência, caracterização das espécies e fatores de risco associados entre espécies de Eimeria e rebanhos ovinos. Amostras fecais de 428 ovinos, de 21 fazendas, foram testadas para a presença de oocistos. A prevalência geral de Eimeria spp. foi 68,69%, sendo significativamente afetada pela idade dos ovinos, com maior prevalência em animais menores de 18 meses. Oito espécies de Eimeria foram identificadas; Eimeria ovinoidalis (85,71%) foi a mais comum, seguida por Eimeria crandallis (80,95%), Eimeria granulosa (78,95%), Eimeria ahsata (61,90%), Eimeria faurei (42,86%), Eimeria bakuensis (38,10%), Eimeria punctata (14,29%) e Eimeria pallida (9,52%). Todos os rebanhos foram positivos, com infecções concomitantes. Entre as práticas de manejo e criação; tamanho da fazenda, densidade animal, sistema de criação, objetivo de criação e sistema de pastagem tiveram influência sobre a prevalência de Eimeria spp. A infecção foi mais prevalente em pequenas propriedades com alta densidade animal, em ovinos destinados a produção de carne, sistema semi-intensivo de criação e pastejo rotacionado (p < 0,05). A ampla distribuição desse protozoário e a alta frequência de espécies patogênicas mostram a importância e os danos potenciais da coccidiose ovina nos rebanhos gaúchos.(AU)
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