Índice de massa corporal ao parto no desempenho e eficiência de rebanhos de vacas Zebuínas
Vaz, Ricardo ZambardaCérdotes, LilianePacheco, Rangel FernandesSartori, Dayana BernardiLucas, Jeniffer DanielleAgner, Hilda Solange SouzaRestle, João
O objetivo dessa pesquisa foi avaliar o impacto do índice de massa corporal (IMC) ao parto no desenvolvimento e eficiência pós-parto de vacas de origem zebuína. Utilizou-se 87 vacas e seus bezerros [Nelore (N) puros ou com predominância em cruzamento com Charolês (C) (3/4N1/4C e 5/8N3/8C)], agrupadas em classes segundo o seu IMC ao parto, em 'pequenas', 'moderadas' e 'grandes'. O índice de massa corporal foi determinado através da divisão do peso corporal das vacas pelo seu comprimento e pela altura de quadril e posteriormente o resultado dividido por 10. As vacas foram pesadas no parto; ao desmame; final da monta e no diagnóstico de gestação. Os bezerros foram pesados ao nascimento, na desmama precoce (63 dias) e aos 210 dias de idade. Para a avaliação da produção e qualidade do leite das vacas foram realizadas três coletas aos 21, 42 e 63 dias após o parto. A medida da produção de leite foi realizada pelo método direto, com ordenha manual, seguida de análise do teor de lactose, gordura, extrato seco total e proteína bruta. A taxa de prenhez foi similar para os três índices de massa corporal, no entanto vacas de menor IMC foram mais eficientes ao parto na produção de quilogramas de bezerros por quilograma de vaca mantida. O IMC alto propicia maior produção de leite sem que a qualidade seja alterada e bezerros mais pesados no desmame precoce e no peso aos 210 dias.(AU)
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