VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 3305-3320

Obesidade felina: fatores de risco, achados clínicos e metabólicos

Lima, Camila Moura deBoff, Gustavo AntônioPereira, Sergiane BaesFerraz, AlexsanderBruhn, Fábio Raphael PascotiRondelli, Mariana Cristina HoeppnerNobre, Márcia de Oliveira

O excesso de gordura corporal pode ocasionar uma série de efeitos metabólicos e mecânicos no organismo. Portanto, o objetivo deste artigo foi verificar os achados clínicos, metabólicos e fatores de risco em felinos acima do peso ideal. A partir da aceitação da participação na pesquisa, os tutores foram convidados a responder um questionário contendo 34 perguntas e também apontar o escore de condição corporal (ECC) em uma folha contendo nove imagens de diferentes escores (1 a 9 em uma escala de 9 pontos). Posterior a isso, foram realizadas as avaliações corporais como classificação do ECC na escala de 1 a 9, sendo escore ideal (ECC 5) e acima do peso (ECC > 5), índice de massa magra, aferição das medidas morfométricas (circunferência torácia e abdominal, estatura e comprimento da patela a tuberosidade calcânea), com o intuito de estimar o percentual de gordura corporal. Bem como, foram realizadas a aferição da pressão arterial sistólica pelo método Doppler não invasivo e a coleta de sangue para hemograma e bioquímica sérica (creatinina, ureia, alanina aminotransferase, fosfatase alcalina, gama glutamil transferase, glicose, triglicerídeos e colesterol). Posterior a esses procedimentos buscou-se orientar e conscientizar os tutores, com o intuito de promover o correto manejo nutricional e ambiental dos animais. Participaram 30 felinos adultos, que foram agrupados em dois grupos, após a classificação do ECC, sendo EI escore ideal (n=8) e AP acima do peso (n=22). Foi possível verificar no grupo AP baixo nível de atividade física, hipercolesterolemia e valores superiores nas características corporais, bem como, concordância mediana entre a percepção do clínico e dos tutores. Portanto, conclui-se, neste estudo, que a principal alteração laboratorial encontrada em gatos obesos foi a hipercolesterolemia, sendo de grande importância avaliar este parâmetro. E, observou-se que o baixo grau de atividade física pode ocasionar o excesso de peso. Logo, verificou-se que tutores de gatos no peso ideal subestimaram o ECC, o que pode contribuir para o fornecimento de excesso de alimento e, consequentemente, a obesidade. Assim, buscou-se orientar e conscientizar os tutores, a fim de promover o correto manejo nutricional e ambiental e assim proporcionar bem-estar e qualidade de vida aos animais.(AU)

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