Efeitos da insulina sobre a qualidade das células espermáticas no sêmen ovino refrigerado a 5oC
Tilburg, Maurício Fraga vanOliveira, Rodrigo Vasconcelos deGadelha, Carla Renata FigueiredoFagundes, BrunoDias, Angelo Jose BurlaQuirino, Célia RaquelSilva, José Frederico Straggiotti
A insulina está presente no plasma seminal e participa de atividades espermáticas, como a motilidade e capacitação. Entretanto, os efeitos da insulina sobre a viabilidade do espermatozoide ovino resfriado ainda não estão elucidadas. Desta forma, o objetivo do presente estudo foi avaliar os efeitos da adição de insulina sobre o espermatozoide ovino durante o tempo de armazenamento à 5º C. Amostras espermáticas de seis carneiros da raça Santa Inês foram utilizadas. Os ejaculados foram divididos em duas aliquotas, com (grupo insulina) ou sem (grupo controle) adição de insulina (3 UI mL-1) no diluidor seminal e, posteriormente, resfriados até 5oC e mantidos armazenados por 48 horas. Em seguida, os espermatozoides foram avaliados quanto a motilidade e cinética utilizando um Sistema Computadorizado de Análise de Sêmen (CASA). Adicionalmente, as amostras espermáticas foram analizadas quanto a integridade acrosomal por meio de sondas fluorescentes (FITC-PNA) e, funcionalidade de membrana pelo teste hiposmótico. As análises seminais foram realizadas após 24 ou 48 horas de resfriamento. Foram verificados aumentos de espermatozoides com motilidade progressiva (%), retilinearidade (%), linearidade (%) e frequência de batimento caudal (BCF) (Hz) no grupo insulina após 24 ou 48 horas de resfriamento (p < 0.05). Entretanto, não houve efeito da adição de insulina sobre a porcentagem de espermatozoides moveis (%) e das velocidades espermáticas (VSL, VAP e VCL) (µm seg-1), integridade acrossomal e funcionalidade de membrana durante o resfriamento (p > 0.05). Conclui-se que adição de insulina (3 UI mL-1) no diluidor seminal melhora a qualidade da motilidade espermática durante o resfriamento.(AU)
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