VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 4133-4146

Consumo e digestibilidade dos nutrientes durante o período seco em ovinos em pasto diferido com quatro alturas iniciais

Silva, Jhonatan GonçalvesFonseca, Letícia Marques daReis, Laura AndradeOliveira, Dallety Haloma Alves Miler deSilva, Natascha Almeida Marques daSantos, Manoel Eduardo RozalinoSilva, Simone Pedro da

O objetivo do presente estudo foi verificar o efeito das reduções na altura do pasto no início do período de diferimento (APID) de Brachiaria brizantha cv. Marandu sobre o consumo e digestibilidade dos nutrientes em ovinos durante o inverno. Foram avaliadas as combinações entre as alturas médias dos pastos (15, 25, 35 e 45 cm) no início do período de diferimento e os tempos de utilização dos pastos durante o inverno. As avaliações de consumo e digestibilidade foram realizadas no início, meio e final do período de pastejo, que foi de 90 dias. O delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado, com três repetições. Os parâmetros avaliados foram: consumo e digestibilidade da matéria seca (MS), proteína bruta (PB) e fibra em detergente neutro (FDN) e matéria seca potencialmente digestível (MSpd). Os teores de MSpd foram semelhantes nos pastos mantidos com 15 e 25 cm, mas superiores aos observados nos pastos com 35 e 45 cm no início do período de diferimento. Os teores de FDN foram menores e as digestibilidades de PB e FDN foram maiores nas pastagens diferidas com 15 e 25 cm, do que com 35 cm no início do período de diferimento, exceto para os pastos rebaixados para 45 cm. A melhora no valor nutricional da forragem aparentemente ingerida pelos ovinos, promovida pela redução da APID, não resultou em variação no consumo de forragem pelos animais. O CMS, expresso em porcentagem do peso corporal (% PC), variou de 1,10 a 1,63. No início do período de pastejo, maiores valores de MSpd, PB e digestibilidade da MS (DMS) foram verificados nas amostras de pastejo simulado. A utilização de alturas menores do pasto no início do período de diferimento permitiu a produção de pastagens com melhor qualidade nutricional, mas essas alterações no valor nutricional da forragem foram insuficientes para resultar em maior consumo e digestibilidade dos nutrientes. Além disso, houve redução no valor nutricional da forragem aparentemente consumida pelos ovinos, no consumo e na digestibilidade dos pastos diferidos ao longo do período de pastejo, durante o inverno. Os pastos mais baixos no início do período de diferimento (15 cm) tiveram melhor valor nutricional e digestibilidade dos nutrientes. O valor nutricional e consumo de forragem diferida por ovinos são comprometidos ao longo do período de pastejo.(AU)

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