Capacidade tamponante e pH fecal de equinos sadios submetidos a teste clínico de nutrição enteral
Baumhak, Marina JulianiMichima, Lilian Emy dos SantosAndrioli, Beatriz MoreiraBrandi, Roberta AriboniWeigel, Rebeca AlvesNichi, MarcílioBelli, Carla BargiSiqueira, Renata Farinelli de
O objetivo desse estudo foi avaliar o desempenho de uma formulação comercial para nutrição enteral em equinos quanto aos aspectos de pH fecal, capacidade tamponante (CT) nas fezes e exame físico. Para tal, utilizaram-se 8 equinos hígidos, distribuídos aleatoriamente em dois Quadrados Latinos 4 X 4 simultâneos, que permaneceram em jejum alimentar 12 horas antes de receberem via sonda nasogástrica doses crescentes de 0% (somente água), 50%, 75% e 100% da quantidade total diária recomendada do produto, com a diluição estabelecida de três partes de água para cada parte de produto. Foram colhidas amostras de fezes diretamente da ampola retal antes da administração do produto (T0), 3 (T3), 6 (T6), 12 (T12), 24 (T24), 36 (36) e 48 (T48) horas após. Entre 24 a 36 horas após a administração do produto, o pH fecal estava próximo a 6 (p = 0,01). No entanto, a variação da dose não teve efeito sobre o pH. A dose do produto e o tempo de coleta da amostra tiveram um impacto significativo (p = 0,00) na capacidade tamponante das fezes em pH 6. A queda mais dramática no pH ocorreu dentro de 24 a 36 horas da administração do produto, exceto em cavalos que receberam a dose de 0% (água). Em pH 5, a capacidade tamponante das fezes foi afetada pela dose, mas não pelo tempo de coleta da amostra. Consistência fecal mole, aumento da motilidade intestinal e gotículas de gordura nas amostras fecais foram observados na maioria dos cavalos. A avaliação do pH fecal e da capacidade de tamponante são testes indiretos. Ainda assim, os resultados obtidos com essas análises foram considerados úteis para a detecção de alterações intestinais, principalmente quando combinados com o exame físico. O produto teve impacto no pH fecal, capacidade tamponante das fezes e motilidade intestinal, portanto, recomenda-se que a formulação seja revisada.(AU)
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