VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 2419-2428

Prevalência e nível de infecção por endoparasitas em diferentes categorias de ovinos na Amazônia Ocidental

Silva, Antonio José Souza daSilva, Rafael Ferreira daOliveira, Antonia Valcemira Domingos deSouza, Luiz Eduardo Barreto deSouza, Mariene Santos de AraújoCosta, Dayana Alves da

Objetivou-se conhecer a epidemiologia dos principais endoparasitas gastrointestinais que acometem ovinos criados no município de Sena Madureira-Acre. Foram coletadas 178 amostras fecais de ovinos criados em sistema extensivo de 10 propriedades rurais. As amostras foram agrupadas: cordeiros, marrãs, ovelhas paridas, ovelhas solteiras e reprodutores para análise laboratorial pela técnica de flutuação para a contagem de ovos por grama de fezes (OPG), oocistos de Eimeria sp. e presença de ovos de Moniezia sp. As variáveis analisadas foram: prevalência dos nematódeos, cestódeos e coccídios; intensidade de infecção por estrongilídeos e coccídios pela quantificação (média±EP) de ovos e oocistos. Os dados de prevalência foram comparados pelo teste Qui-quadrado, intensidade da infecção (média±EP) pelo teste Scott-Knott (SAEG 9.1), ambos com P < 0,05. A prevalência geral encontrada foi de 77,6%, para estrongilídeos foi 64,15%, coccídios 36,2% e cestódeos (Moniezia sp.) 8,81%. As ovelhas solteiras apresentaram a menor prevalência (52,5%), já os cordeiros apresentaram 95,5%, não diferindo das demais (P < 0,05). Quanto a intensidade da infecção por verminoses por nematódeos, os cordeiros apresentaram OPG mais elevado versus ovelhas solteiras 1297±270 vs. 232±79, respectivamente. As categorias ovelhas paridas, solteiras e reprodutores apresentaram média de OPG abaixo do que é indicado para tratamento com fármacos. A intensidade de infecção mais alta foi das marrãs (5859±3648), superando taxas aceitáveis. Ovinos criados em Sena Madureira apresentam alta prevalência para verminose por estrongilídeos, baixas prevalências para coccidiose e cestodioses. Categorias animais jovens apresentam elevado risco sanitário para as endoparasitoses, devendo-se adotar medidas de manejo que colaborem com a profilaxia e controle dessas enfermidades.(AU)

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