Potencial funcional e segurança alimentar de goiaba 'Paluma' minimamente processada sob recobrimentos comestíveis
Melo, Fernanda dos Santos Nunes deSilva, Silvanda de MeloSousa, Alex Sandro Bezerra deRodrigues, Antônio Augusto MarquesMelo, Raylson de SáLima, Renato PereiraSilva, Mariany Cruz Alves daSantos, Eduardo Felipe da Silva
Goiaba é um fruto rico em antioxidantes e pode ser potencializado pelo processamento mínimo, que aumenta a conveniência ao consumo. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar as mudanças nos compostos bioativos, atividade antioxidante total (AAT) e qualidade microbiológica de goiaba 'Paluma' minimamente processada (MP) em fatias e recobertas com quitosana a 2% (Q), cloreto de cálcio a 1% (CC), cloreto de cálcio a 1% + alginato de sódio a 1% (CC + A), cloreto de cálcio a 1% + quitosana a 2% (CC+Q) e testemunha (T - sem recobrimento). Fatias recobertas foram embaladas em bandeja com filme de PVC de 12 µm e mantidas a 3±1 °C e 80±4% U.R durante 12 dias. As avaliações foram ácido ascórbico (AA), licopeno, ß-caroteno, polifenóis extraíveis totais (PET) e atividade antioxidante total (AAT) pelos métodos ABTS+- e DPPH. O conteúdo de AA das fatias não diferiu entre recobrimentos, mas o de PET foi superior nas recobertas com Q. A AAT pelo DPPH foi superior em fatias recobertas com Q, entretanto, pelo ABTS+- foi superior nas recobertas com Q, CC e CC + Q. Não foi detectado coliformes termotolerantes nem Salmonella em goiaba MP de nenhum tratamento. Fatias recobertas com Q apresentaram contagens mais baixas de coliformes e bolores e leveduras. Portanto, a aplicação dos recobrimentos Q conferiu segurança microbiológica à goiaba MP, ainda mantendo os teores de compostos bioativos e TAA superiores às fatias controle, o que pode caracterizar este como um produto MP saudável, com potencial funcional superior.(AU)
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