Filtração de ejaculados suínos como alternativa para a separação do plasma seminal
Melanda, Carlos Augusto AlvesAlmeida, Ana Beatriz Marques deHidalgo, Myrian Megumy TsunokawaSouza, Anne KemmerTrautwein, Luiz Guilherme CorsiHaddad Neta, JamileSantos, Évelyn Rangel dosDearo, Antonio Cezar de OliveiraMartins, Maria Isabel Mello
O presente estudo objetivou avaliar a filtração como alternativa para a separação do plasma seminal de ejaculados suínos, ao considerar a viabilidade espermática por meio da ocorrência de hiperativação e peroxidação lipídica no sêmen fresco e após refrigeração por até 96 horas. O ejaculado, de oito cachaços saudáveis de diferentes raças, foram colhidos por meio da técnica da mão enluvada e porção gelatinosa foi separada e descartada. Em laboratório, o sêmen foi fracionado em três alíquotas (grupos G1, G2 e G3) da seguinte forma: G1: sêmen e plasma seminal, diluído em BTS (TOTAL BTS); G2: ejaculado centrifugado a 600G/10' para separação do plasma seminal, e o pellet de espermatozoides formados foram ressuspensos em BTS (BTS CEN); e G3: sêmen filtrado com Sperm-filter®, e espermatozoides retidos foram diluídos em BTS (BTS FIL). As análises foram realizadas em três momentos: amostras frescas (D0), após 48 horas (D2) e seguidas 96 horas (D4) de refrigeração a 17ºC. A avaliação cinética foi realizada pelo sistema CASA, que forneceu dados para a classificação da hiperatividade espermática. Para análise de estresse lipídico, foi realizado o teste TBARS (substâncias reagente ao ácido barbitúrico). Um teste de análise de variâncias foi feito para detectar diferenças entre os grupos e momentos avaliados. Os resultados mostraram melhores valores de motilidade total (%) para G1 em D0 (67,9, P = 0,001), D2 (36,6, P = 0,004) e D4 (26,1, P = 0,003). A ocorrência de hiperatividade foi observada em G2 e G3 nos momentos D2 e D4. Além disso, o TBARS mostrou níveis de peroxidação lipídica mais elevados para G1 em D0 (8,1 mM MDA / ml, P = 0,01), D2 (7,4 mM MDA/ml, P = 0,02) e D4 (6,41 mMol MDA / ml, P = 0,008) quando comparado com G2 e G3. Como a filtração não induziu a danos na viabilidade espermática, o estudo concluiu que a filtração espermática é uma ferramenta acessível e válida para substituir a centrifugação com intuito de separar o plasma seminal.(AU)
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