VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 2389-2406

Efeito da vacinação na prevalência aparente da brucelose bovina no estado de Tocantins, Brasil

Vendrame, Fabiano BenitezBarbosa, Regina GonçalvesFerreira, FernandoAmaku, MarcosDias, Ricardo AugustoGrisi-Filho, José Henrique HildebrandBryan, Marcos HeinemannGonçalves, Vitor Salvador PicãoBaquero, Oswaldo SantosFerreira Neto, José Soares

Foi realizado um estudo seccional sobre a situação epidemiológica da brucelose bovina no estado de Tocantins com o objetivo de avaliar a eficácia do programa de vacinação implementado. O estado foi dividido em cinco regiões e em cada uma delas foi aleatoriamente amostrado um número pré-estabelecido de propriedades. Dentro de cada propriedade, fêmeas com idade igual ou superior a 24 meses foram aleatoriamente selecionadas e submetidas à sorologia em série para o diagnóstico da brucelose (AAT e 2-Mercaptoetanol). Ao todo foram examinados 6.846 animais oriundos de 756 propriedades. A prevalência aparente de focos no estado foi de 6,42% [IC95%: 4,76-8,62] e a de animais 2,21% [IC95%: 1,05-4,01]. A prevalência aparente de focos apresentou-se homogeneamente distribuída entre as cinco regiões. Como o estudo realizado em 2002/2003 estimou a prevalência aparente de focos no estado em 21,22% [IC95%: 19,33-23,11], conclui-se que o programa de vacinação implementado pelo Tocantins, atingindo coberturas vacinais acima de 70% a partir de 2010, reduziu a prevalência de maneira importante. Assim, recomendase que o estado continue seu programa de vacinação, dando grande ênfase para a qualidade dos procedimentos, desde a comercialização do insumo até a inoculação nos animais, pois a imunização ainda é a maneira mais racional de se reduzir a prevalência da brucelose bovina no seu território. Adicionalmente, o estado deve implementar uma forte ação de educação sanitária para que os produtores passem a testar os animais para brucelose antes de introduzi-los nos seus rebanhos, pois verificou-se que a reposição de animais permanece associada à condição de foco da brucelose bovina desde 2002/2003.(AU)

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