Silagens mistas de estilosantes Campo Grande e capim-elefante tratadas com inoculante microbiano
Ribeiro, Karina GuimarãesSouza, Igor Alexandre deRigueira, João Paulo SampaioCezário, Andréia SantosValadares Filho, Sebastião de CamposPereira, Odilon Gomes
As gramíneas de clima tropical apresentam algumas vantagens para ensilagem, como alta produtividade anual de massa seca por unidade de área, perenidade, baixo risco de perda e maior flexibilidade de colheita. Objetivou-se avaliar a composição química, a população microbiana, as características fermentativas e a produção de efluente de silagens de estilosantes (Stylosanthes capitata x S. macrocephala cv. Campo Grande) com proporções crescentes (0; 25; 50; 75; e 100%) de capim-elefante (Pennisetum purpureum Schum. cv. Cameroon), com e sem inoculante microbiano. Utilizou-se o esquema fatorial 5 × 2, no delineamento inteiramente casualizado, com três repetições repetidas. Houve efeito da interação de proporções de capim-elefante e inoculante microbiano para população de leveduras, teor de ácido butírico e nitrogênio amoniacal em relação ao nitrogênio total e perda de efluente. As proporções de capim-elefante afetaram a composição química, as populações de bactérias do ácido láctico e mofos, o pH e os teores de ácido lático e ácido propiônico. O inoculante microbiano afetou negativamente os teores de matéria seca, nitrogênio insolúvel em ácido detergente, ácido láctico e o pH. Conclui-se que o estilosantes proporciona silagem de melhor composição química e mais baixa produção de efluente, embora com mais alta população de mofos e leveduras que o capim-elefante. O inoculante microbiano não melhora as características químicas e fermentativas das silagens, exceto por reduzir ácido butírico. Recomenda-se silagem de estilosantes com até 75% de capim-elefante, não tratada com inoculante microbiano.(AU)
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