VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 1719-1728

Consumo, digestibilidade aparente e balanço de nutrientes de dietas com soro de leite bovino para caprinos

Araújo, Alexandre RibeiroMuir, James PierreVasconcelos, Angela Maria dePompeu, Roberto Cláudio Fernandes FrancoGuedes, Luciana FreitasCosta, Clésio SantosCarneiro, Maria Socorro de SousaCampos, Warley ÉfremRogério, Marcos Cláudio Pinheiro

O aumento da produção de leite em países como Brasil, Índia e Paquistão implica na geração de coprodutos lácteos, como o soro bovino rico em nutrientes, e cuja utilização na alimentação de pequenos ruminantes reduziria o desperdício e menores impactos na poluição ambiental, além de agregar valor a esse coproduto. Foram utilizados 20 cabritos sem padrão racial definido, com peso vivo médio de 17 kg e cinco meses de idade. A dieta controle foi composta por feno de capim Aruana, milho moído, farelo de soja e calcário. Para as dietas teste, foram adicionados 1,5; 3,0 e 4,5% (base de matéria seca) de soro de leite bovino. As variáveis estudadas foram o consumo e digestibilidade aparente dos nutrientes, o balanço energético e o balanço de nitrogênio. Equações de regressão e correlações de Pearson (P ≤ 0,05) foram determinadas. A dieta a 3% resultou em maior concentração de extrato etéreo (EE) (g/ kg0,75) e EE digestível (P ≤ 0,05) em comparação com 0% de soro de leite. O consumo de celulose (g/kg0,75) foi maior (P ≤ 0,05) para caprinos machos inteiros na dieta 3,0% comparado a 0 ou 1,5%. A digestibilidade aparente dos nutrientes não foi afetada (P > 0,05) pela inclusão de soro de leite. Os animais que receberam a dieta com 4,5% excretaram mais (P ≤ 0,05) N fecal do que aquelas que não receberam soro de leite; estes cabritos machos inteiros também retiveram menos N (P ≤ 0,05) em comparação com animais alimentados com 3,0% ou menos de soro de leite em sua dieta. Todas as dietas resultaram em balanços positivos de energia e nitrogênio. O soro bovino pode ser incluído em dietas para caprinos em até 4,5% da dieta sem afetar negativamente o consumo ou a digestibilidade aparente.(AU)

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