VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 1267-1278

Termografia infravermelho e ultrassonografia Doppler na avaliação dos efeitos da insulação escrotal sobre o fluxo sanguíneo testicular em touros

Barca Junior, Flávio AntonioKoetz Junior, CelsoFávaro, Patrícia da CruzPereira, Gabriel RibasMenegassi, Silvio Renato OliveiraMorotti, FábioGaldioli, Victor Hugo GonçalvesSouza, Anne KemmerBarcellos, Júlio Otávio JardimSeneda, Marcelo Marcondes

O objetivo deste estudo foi avaliar a dinâmica da temperatura escrotal, a qualidade espermática e o fluxo sanguíneo testicular utilizando a termografia infravermelho e a ultrassonografia Doppler em touros submetidos a insulação escrotal. Touros Braford (n=8) aos 18 meses de idade, foram distribuídos nos seguintes grupos: insulados por 72 h (G 72; n=2), 96 h (G 96; n=2), 120 h (G120, n=2), e animais controle (CON; n=2) que permaneceram sem insulação. Os parâmetros de termografia infravermelha e ultrassonografia Doppler foram medidos em quatro diferentes momentos: imediatamente após a insulação escrotal (M0), aos 10 min (M10), 30 min (M30) e 60 min (M60) após a insulação escrotal. A qualidade espermática foi avaliada semanalmente (S1 / S12). Os dados foram analisados por ANOVA, teste t (pareado) e correlação de Pearson com nível de significância de 5%. Nenhuma das variáveis observadas foi diferente entre os grupos insulados (P > 0,05). Os animais insulados apresentaram maior temperatura escrotal em M0 quando comparados aos M10, M30 e M60 (P < 0,05). Não houve diferença nos índices de pulsatilidade e resistividade após a insulação escrotal. No entanto, a velocidade do fluxo sanguíneo foi maior em M10 em relação aos períodos M0, M30 e M60 (P < 0,05). A qualidade espermática foi maior (P < 0,05) em todas as doze coletas do grupo controle em comparação com os grupos insulados. A insulação escrotal resultou em mudanças na qualidade espermática, temperatura escrotal e na velocidade do fluxo sanguíneo testicular.(AU)

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