VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 1385-1398

Melhor modelo linear para explicar a variabilidade no crescimento de bovinos Blanco Orejinegro e efeito do status sorológico para diarreia viral bovina e leucose bovina

Saldarriaga-Saldarriaga, AlejandroGonzález-Herrera, Luis GabrielLondoño-Gil, MarisolFlórez, Juan Carlos RincónLópez-Herrera, Albeiro

A raça bovina Blanco Orejinegro (BON) é um importante recurso genético animal da Colômbia que requer estudos que identifiquem seus benefícios produtivos para a bovinocultura colombiana. O objetivo deste trabalho foi identificar o melhor modelo linear que explique a variabilidade do peso ao nascimento, ao desmame e ao ano e estimar o efeito do status sorológico para diarréia viral (BVD) e leucose bovina (BL) em gado BON da Colômbia. As informações sobre a pesagem de animais pertencentes a 14 fazendas dedicadas à criação de BON foram coletadas e depuradas. Utilizando o método dos mínimos quadrados, foram avaliados 12 modelos lineares nos quais foram incluídos como efeitos fixos fatores de rebanho, sexo, mês de pesagem, ordem de parição, época de nascimento (chuvosa ou seca), ano de nascimento e grupo de contemporâneos; a idade no momento da pesagem foi incluída como covariável para as características peso ao desmame e peso ao ano. Para a escolha do modelo que melhor descreve cada característica, foram considerados os critérios para escolha dos modelos AIC, BIC, coeficiente de determinação (R2 ) e soma dos quadrados dos erros (SCE). Verificou-se que o modelo que incluía o grupo de contemporâneos apresentou o melhor ajuste, sendo o melhor para descrever as três características avaliadas, uma vez que, dentre os quatro critérios levados em consideração para a sua avaliação, o AIC e a SCE apresentaram os menores valores e os R2 mais altos. Com este modelo, foi possível fazer predições de peso com maior acurácia. Os testes ELISA de rastreamento indireto estimaram o status sorológico de cada animal para infecções virais por BVD e BL. O efeito do status sorológico nessas duas infecções virais foi incluído no modelo que apresentou melhor ajuste. Não houve efeito do status sorológico sobre as características avaliadas, portanto há indicações de que os animais que tiveram contato com o vírus não foram afetados durante o crescimento.(AU)

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