Mastite bovina: prevalência, pefil de suscetibilidade aos antimicrobianos e detecção de genes associados à formação de biofilmes em Staphylococcus aureus
Casanova, Valeska PaulaAppio, JuceamKohl, EduardoMichaelsen, Tais ReginaPaim, Daniel SantosBrunetto, Thaís ReginaPellegrini, Débora da Cruz PayãoBennemann, Paulo EduardoCollet, Silvana GiacominiGirardini, Lilian Kolling
O Brasil situa-se hoje como um dos líderes mundiais em produção e exportação de alimentos. Este cenário incita a elaboração de programas de sanidade animal e vegetal que garantam a produção de alimentos seguros, contribuindo para que o país se torne um fornecedor internacional de alimentos por excelência. Entretanto, alguns problemas sanitários na produção leiteira, como a mastite, têm acarretado crescentes preocupações. O presente estudo teve como objetivo estimar a prevalência de mastite bovina em algumas propriedades localizadas na região Oeste de Santa Catarina, avaliar o perfil de suscetibilidade aos antimicrobianos empregados para tratamento e verificar a presença de genes (icaA e icaD) associados à formação de biofilmes em Staphylococcus aureus. Em 148 amostras de leite coletadas, 72,97% apresentaram crescimento bacteriano (n=108). Dentre os micro-organismos isolados, 21,62% (n=32) foram classificados como Staphylococcus aureus, 18,91% (n=28) como Staphylococcus sp. coagulase negativa, 7,43% (n=11) como Corynebacterium sp., 6,76% (n=10) como Staphylococcus sp. coagulase positiva, 5,41% (n=8) como Nocardia sp. e 12,83% (n=19) classificados em diferentes gêneros bacterianos. Dentre os isolados submetidos ao teste de suscetibilidade aos antimicrobianos, observou-se 8,95% (n=6/67) de resistência à Amoxicilina, 8,04% (n=7/87) à Ampicilina, 5,88% (n=5/85) à Cefalotina, 3,40%...
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