VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 1355-1368

Células-tronco mesenquimais ampliam a resposta de células-tronco neurais endógenas no trauma da medula espinhal em ratos

Araujo, Marta RochaCarvalho, Pablo HerthelPaula, Taís Silva deOkano, Bárbara SilvaCarlo, Ricardo Junqueira DelNovaes, Rômulo DiasCunha, Daise Nunes Queiroz daNeves, Clóvis Andrade

A lesão medular resulta em déficits neurológicos graves, a maioria irreversíveis. A terapia celular representa uma estratégia para o tratamento, especialmente com a utilização de células-tronco, com resultados satisfatórios em vários modelos experimentais. O objetivo do estudo foi comparar o tratamento de lesões da medula espinal (SCI), com e sem o uso de células-tronco mesenquimais (MSC), para investigar se as MSCs migram e/ou permanecem no local de lesão, e para analisar os efeitos de MSCs sobre a inflamação, reatividade astrocitária e ativação das células-tronco endógenas. Três horas depois da SCI, os animais receberam as MSC derivadas da medula óssea (1 × 107 em 1 mL de PBS, IV). Os animais foram sacrificados 24 horas, 7 e 21 dias pós-lesão. As MSC não estavam presentes no local da lesão e a avaliação por imunofluorescência demonstrou atenuação significativa da resposta inflamatória com redução em macrófagos marcados com anticorpo anti CD68 (ED1), diminuição da imunorreatividade de astrócitos (GFAP +) e maior ativação das células-tronco endógenas (nestin+) nos grupos tratados. Assim, o transplante de células teve efeito positivo sobre a recuperação de lesão traumática da medula espinal, possivelmente devido ao potencial das MSCs para atenuar a resposta imunológica.

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