Virulência de fungos entomopatogênicos a ninfas de Bemisia tabaci (Genn) (Hemiptera: Aleyrodidae)
Potrich, MicheleNeves, Pedro Manuel Oliveira JaneiroAlves, Luis Francisco AngeliPizzatto, MarianaSilva, Everton Ricardi LozanoLuckmann, DaianeGouvea, AlfredoRoman, Jéssica Cavalcanti
O objetivo deste trabalho foi avaliar a patogenicidade e a virulência dos isolados de Beauveria bassiana (Unioeste 47 e Unioeste 57), Metarhizium anisopliae (Unioeste 43 e Esalq 09) e Isaria sp. (IBCB 367 e IBCB 394) a Bemisia tabaci (Genn.) (Hemiptera: Aleyrodidae). Suspensões dos isolados (1,0 × 109 conídios/ mL) foram pulverizadas sobre ninfas de 3o ínstar aderidas às folhas de couve. Para cada tratamento foram realizadas quatro repetições, com 20 insetos cada. A testemunha constou de água destilada esterilizada + Tween® 80 (0,01%). Avaliou-se o número de ninfas mortas durante sete dias, que foram, posteriormente, mantidas em câmara úmida. Para a estimativa da concentração letal média (CL50) as suspensões dos isolados (1,0 × 105, 1,0 × 106, 1,0 × 107, 1,0 × 108 e 1,0 × 109 conídios/mL) foram pulverizadas sobre ninfas de 3o ínstar. Avaliou-se o número de ninfas com mortalidade confirmada pelo fungo. Os isolados B. bassiana Unioeste 47 (84,1%) e Isaria sp. IBCB 367 (98,6%) não diferiram significativamente entre si, provocando os maiores índices de mortalidade, enquanto o isolado M. anisopliae Esalq 09 provocou a menor mortalidade confirmada (23,2%). A CL50 dos isolados de B. bassiana ficou entre 1,8 × 105 e 4,1 × 105 conídios/mL (Unioeste 57 e Unioeste 47, respectivamente). Dentre os isolados de M. anisopliae, Esalq 09 apresentou maior CL50 (7,8 × 108 conídios/mL), enquanto Unioeste 43 esteve entre as menores (4,3 × 105 conídios/mL). Os isolados de Isaria sp. apresentaram CL50 de 2,5 × 105 e 3,1 × 105 conídios/mL (IBCB 367 e IBCB 394, respectivamente). Neste sentido, os isolados B. bassiana Unioeste 47 e Isaria sp. IBCB 367 apresentam potencial para controle de B. tabaci e para futuros trabalhos em campo.
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