Cinética de fermentação ruminal in vitro de alguns co-produtos gerados na cadeia produtiva do biodiesel pela técnica de produção de gás
Mizubuti, Ivone YurikaRibeiro, Edson Luis de AzambujaPereira, Elzania SalesPinto, Andrea PereiraFranco, André Luiz CustódioSyperreck, Mirna AdrianeDórea, João Ricardo RebouçasCunha, Gianne EvansCapelari, Matheus Gabriel MaidanaMuniz, Elaine Barbosa
Objetivou-se com este experimento avaliar a cinética de fermentação ruminal de diferentes co-produtos gerados na cadeia produtiva do biodiesel, mediante o uso da técnica de semi-automática de produção de gases in vitro, usando um delineamento inteiramente casualizado, com cinco tratamentos e quatro repetições por tratamento. Os tratamentos foram: farelo de crambe; farelo de algodão; torta de crambe; torta de soja e torta de girassol. A torta de soja apresentou maior taxa de degradação de carboidratos não fibrosos (CNF), quando comparada aos demais alimentos, resultando em maior volume final de gases. O farelo de algodão e o farelo de crambe apresentaram taxa de degradação de CNF e produção de gases similares. Apesar da torta de crambe não diferir do farelo de crambe quanto a produção de gás na degradação de CNF, houve diferença na taxa de degradação, sendo o maior valor verificado para a torta. O maior tempo de colonização (Lag time) foi requerido para a torta de soja e o menor para a torta de girassol. As maiores taxas de degradação de carboidratos fibrosos (CF) foram observadas na torta de soja e torta de crambe, e menor taxa na torta de girassol. A maior produção de gás oriunda da degradação de CF foi obtida para o farelo de crambe. A torta de soja e a torta de crambe foram os co-produtos com melhor perfil na cinética de fermentação ruminal no que diz respeito à degradação de carboidratos não fibrosos e carboidratos fibrosos.
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