Qualidade do leite cru produzido na região do agreste de Pernambuco, Brasil
Mattos, Marcos Rodrigues deBeloti, VanerliTamanini, RonaldoMagnani, Douglas FurtadoNero, Luis AugustoBarros, Márcia de Aguiar FerreiraPires, Edleide Maria FreitasPaquereau, Benoit Pascal Dominique
A qualidade do leite é um dos maiores problemas da cadeia do leite no Brasil, interferindo negativamente na produção e rendimento de derivados. No Estado de Pernambuco, não é diferente. Sendo o segundo maior produtor do Nordeste, Pernambuco tem sua maior produção de leite localizada na Região Agreste do estado, que fica entre a Zona da Mata e o Sertão. A produção de leite no Agreste, cresceu 23% nos últimos dois anos, chegando a 980 mil litros/dia. Com o objetivo de avaliar a qualidade microbiológica e físico-química do leite cru produzido nesta região, foram coletadas amostras em 53 propriedades rurais, nos municípios de Saloa, Águas Belas, São Bento do Una e Bom Conselho. Enumeraram-se aeróbios mesófilos, coliformes totais, Escherichia coli e estafilococos em placas de Petrifilm™ especificas (3M do Brasil Ltda.). A detecção de Listeria monocytogenes e Salmonella ssp foi realizada utilizando o sistema VIDAS (BioMeriex®). Organofosforados e carbamatos foram pesquisados pela técnica de Cromatografia em Camada Delgada. O teor de gordura, sólidos totais, sólidos não gordurosos, densidade, proteína e lactose foram obtidos por espectroscopia de em analisador ultra-sônico (US). Realizou-se ainda crioscopia, California Mastite Teste (CMT), peroxidase, acidez Dornic e Ring-test para monitoramento da presença de Brucelose nas propriedades. Nas análises microbiológicas, as amostras apresentaram altas contagens de microrganismos aeróbios mesófilos, coliformes totais, Escherichia coli, psicrotróficos e estafilococos coagulase positiva. A média de aeróbios mesófilos foi de 1,68% X 107, sendo 83% acima de 106. Listeria monocytogenes e Salmonella sp não foram detectadas, 47% das amostras foram positivas para carbamatos, organofosforados ou ambos. No CMT 67,9% das amostras foram positivas, e no Ring test 26,4% das propriedades foram positivas. Assim, apenas 2 (3,77%) das amostras estariam dentro dos padrões estabelecidos pela IN 51.
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