Caracterização química de pescados empregados para tratamento de asma brônquica na Região Sul do Rio Grande do Sul
Furlong, Eliana BadialeBastos, Ademir LarreaBaisch, Ana Luiza Muccillo
Visando agregar conhecimento científico á cultura popular e disponibilizar informações sobre pescados disponíveis no litoral sul do Rio Grande do Sul, o presente trabalho teve por objetivo caracterizar quimicamente duas espécies de pescado, Balistes capriscus (peixe-porco) e Meticirrhus littoralis (papa-terra), aos quais a população da região Sul do Rio Grande do Sul atribui propriedades farmacológicas. Os pescados foram coletados junto à empresas e no entreposto pesqueiro da cidade do Rio Grande, RS. Para a caracterização físico-química foram separadas a porção comestível (músculo) e a pele das duas espécies. A composição química foi determinada por métodos da AOAC International (2000), exceto os lipídios que foram quantificados de acordo com método de Bligh e Dyer (1959). Os fosfolipídios foram determinados na fração lipídica por espectrofotometria segundo metodologia padrão alemã descrita por Esteves, Gonçalves e Barrera-Arellano (1995) adaptada para lipídios de pescado. O músculo e pele do peixe-porco e papa-terra apresentaram, respectivamente, média de 78,5 e 71,5; 80 e 75,5 de umidade; 1,4 e 11; 1,2 e 0,8 de cinzas; 18,8 e 16,7; 17,6 e 18,5 de proteína; 0,77 e 0,5; 0,82 e 7 de lipídios. Os valores de fosfolipídios obtidos foram de 17,2 mg.g-1 de LT (lipídios totais) e 11,3 mg.g-1 de LT para músculo e pele do peixe porco; 5,8 mg.g-1LT e 2,04 mg.g-1 de LT para músculo e pele do papa-terra. As relações de fosfolipídios/gordura nos músculos das duas espécies se mostraram semelhantes as mencionados para outros pescados citados na literatura. No entanto, na pele de peixe porco o teor de fosfolipídio é aproximadamente 5 vezes maior que na pele de papa-terra
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