Efeito do extrato aquoso de cúrcuma (curcuma longa) em Xanthomonas axonopodis pv. manihotis
Kuhn, Odair JoséPortz, Roberto LuizStangarlin, José RenatoDel àguila, Ricardo MontalvánSchwan-Estrada, Kátia Regina FreitasFranzener, Gilmar
Avaliou-se o controle in vitro de Xanthomonas axonopodis pv. manihotis mediante o uso de extrato aquoso de quatro genótipos de cúrcuma provenientes de cultivos de Jaboticabal-SP, Mara Rosa-GO, Maringá-PR e Mercedes-PR, bem como o efeito curativo, através do tratamento de manivas de mandioca infectadas com o patógeno e plantio em condições de campo. No experimento in vitro, o extrato de cúrcuma causou inibição total do crescimento da bactéria, na concentração de 10, para o material proveniente de Mercedes, enquanto que, para a cúrcuma de Jaboticabal, houve controle total a 15 e o de Mara Rosa a 20. A cúrcuma proveniente de Maringá não inibiu totalmente o crescimento, em nenhuma das concentrações utilizadas. No experimento in vivo, o brotamento das plantas foi pouco, devido ao grau de infecção das manivas. O extrato bruto de cúrcuma a 10 proveniente de Mercedes foi prejudicial para a mandioca em condição de campo, reduzindo o estande em relação aos tratamentos controle. Possivelmente, houve ação tóxica direta sobre a fisiologia da planta ou indução de suscetibilidade. Na concentração de 1 da cúrcuma proveniente de Maringá, não houve diferença estatística em relação ás testemunhas, para o parâmetro estande de plantas. O controle químico utilizado não foi eficiente, pois se comportou igual à testemunha água. Com relação à severidade e à produtividade não se conservaram diferenças significativas entre os tratamentos. Os resultados indicam que, embora haja atividade antibacteriana a X. axonopodis pv. manihotis, os extratos de cúrcuma, nas concentrações utilizadas, não apresentam efeito curativo em manivas de mandioca infectadas pelo patógeno
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