Contaminação fúngica em barras de cereais comercializadas
Stelato, Maria MagaliConcon, Mariane MazzoniShimada, DanielaSrebernich, Silvana Mariana
As barras de cereais, ricas em fibras, proteínas, carboidratos, sais minerais e vitaminas, têm sido muito consumidas por indivíduos que se preocupam com alimentação saudável. No entanto, esses nutrientes podem propiciar a proliferação de microrganismos, especialmente fungos que podem causar micotoxicoses. A contaminação por fungos em barras de cereais foi investigada, efetuando-se análise em duplicata de 20 amostras tipo light e 20 tipo não-light, provenientes de dois diferentes lotes e de 10 marcas de produtos comercializados na região de Campinas. No experimento, utilizou-se a metodologia clássica em microbiologia de alimentos realizando-se contagem (UFC/g) e identificação de fungos em meio de cultura dichloran 18% glicerol ágar. Oito amostras (40%) do primeiro lote estavam contaminadas por fungos, sendo quatro amostras de barras light e quatro não-light. No segundo lote, os fungos foram isolados em 11 amostras (55%), sendo três amostras de barras não light e oito tipo light. Foram identificados seis gêneros de fungos (Aspergillus sp, Penicillium sp, Rhizopus sp, Mucor sp, Cladosporium sp e Candida sp), evidenciando a necessidade de melhoria no controle de qualidade desses alimentos, bem como a inclusão da respectiva determinação microbiológica pela legislação brasileira de alimentos.
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