Uso da Spirulina platensis na recuperação de ratos submetidos à dieta de restrição proteica
Donato, Nilcimelly RodriguesSilva, João Andrade daCosta, Maria José de CarvalhoBarbosa, Mayara QueirogaBion, Francisca MartinsCarvalho Filho, Edvaldo Vasconcelos deVeras, Robson CavalcanteMedeiros, Isac Almeida de
O presente estudo avaliou a ação da espirulina como fonte protéica na recuperação do estado nutricional de ratos machos adultos. Foram estudados 48 animais, divididos em quatro grupos de acordo com a dieta: grupo controle de caseína (CC) e grupo controle de espirulina (CE), que receberam dieta equilibrada durante todo o experimento; grupo recuperado de caseína (RC) e grupo recuperado de espirulina (RE), que consumiram dieta com restrição protéica durante 60 dias e, a seguir, receberam a dieta equilibrada à base de caseína e espirulina, respectivamente, durante 90 dias. Foram analisadas a composição centesimal e a microbiológica da Spirulina platensis, bem como o ganho em peso dos animais. Após o sacrifício dos animais, foram realizadas as análises para determinação do peso do fígado e do aspecto histopatológico, da gordura corporal e dos constituintes sanguíneos. A espirulina utilizada continha 59,65% de proteína, 3,72% de lipídios, 17,53% de resíduo mineral fixo e 7,81 de umidade, e não apresentou contaminação por microrganismos. Não houve diferenças significativas quanto à gordura corporal e constituintes protéicos séricos entre os quatro grupos de animais. Em relação ao ganho de peso não foi constatada diferença entre os grupos CC e CE, nas diferentes semanas de números 1, 5, 6, 7 e de 10 a 18, contudo esta ocorrência não foi observada nos grupos RC e RE. O peso relativo do fígado diminuiu nos animais com restrição protéica, principalmente no grupo RC, porém sem alterações histopatológicas, e os constituintes lipídios tiveram valores diminuídos. Conclui-se que o uso da Spirulina platensis na recuperação de ratos com dieta de restrição protéica reduz a lipemia.
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