Capacidade antioxidante da microalga Spirulina platensis em células da levedura Saccharomyces cerevisiae submetidas ao estressor paraquat
Guarienti, CíntiaBertolin, Telma ElitaCosta, Jorge Alberto Vieira
Em virtude de várias publicações terem mostrado a alta associação entre a geração de radicais livres e as doenças crônico-degenerativas, tem havido grande interesse por alimentos funcionais antioxidantes. O excesso de espécies reativas no organismo resulta no estresse oxidativo que provoca danos celulares e teciduais. A microalga Spirulina tem sido pesquisada em função de suas propriedades nutricionais e antioxidantes. O objetivo desse trabalho foi de avaliar a atividade antioxidante da microalga Spirulina, utilizando-se a levedura Saccharomyces cerevisiae como modelo biológico. A levedura foi submetida ao estressor 1,1'-dimetil-4,4'-bipiridilio (paraquat), nas concentrações 0,10 e 15 mM. O potencial antioxidante foi avaliado pela técnica de sobrevivência celular (plaqueamento) e pelo ensaio de lipoperoxidação (valores de TBA). Observou-se aumento significativo de sobrevivência celular (p≤0,05), quando submetidos aos tratamentos com paraquat e Spirulina, em comparação com o experimento em que foi utilizado somente o paraquat. O agente estressor gerou aumento significativo (p≤0,05) na lipoperoxidação (valores de TBA), o qual foi atenuado pelo tratamento com Spirulina, não diferindo do tratamento controle (p>0,05). A microalga Spirulina apresentou capacidade antioxidante, que protege as células da levedura contra os danos oxidantes provocados pelo paraquat.
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