Aplicações de relações hipsométricas e volumetria em povoamento seminal de Eucalyptus cloeziana F. Muell
Lafetá, Bruno OliveiraSampaio, João Marcos BarbosaMilagres, Vitor Augusto CordeiroFontan, Ivan da Costa IlhéuVieira, Diego dos SantosSantos, Erik Brian dos
Investigações científicas sobre a aplicação de relações hipsométricas fornecem subsídios importantes para a quantificação de recursos madeireiros e manejo florestal. Assim, a pesquisa objetivou avaliar alternativas para a modelagem e uso de relações hipsométricas em um povoamento seminal de Eucalyptus cloeziana F. Muell., localizado no município de Minas Novas, Minas Gerais. O inventário florestal foi realizado aos 60 meses de idade e consistiu na distribuição aleatória de 10 unidades amostrais. Foram testados os seguintes métodos de modelagem hipsométrica: regressão linear, regressão não linear e máquinas vetor de suporte (MVS). Avaliaram-se duas abordagens para a aplicação de relações hipsométricas empregando diferentes métodos de modelagem: P1) estimativada altura de todos os fustes inventariados (alturas estimadas) e; P2) estimativa de altura apenas daqueles indivíduos que tiveram somente o DAP mensurado (combinação de alturas medidas e estimadas). A informações biométricas obtidas foram submetidas à análise estatística descritiva e teste t não pareado. As relações hipsométricas dos ajustes dos modelos de Curtis (regressão linear), Logístico (regressão não linear) e MVS com função Kernel de base radial exibiram as melhores qualidades preditivas. Em termosmédios, os volumes calculados não se diferenciam estatisticamente entre as abordagens P1 e P2. Conclui-se que a abordagem P1 é uma alternativa para a aplicação de relações hipsométricas apropriadamente estabelecidas e não compromete a quantificação volumétrica florestal. A variabilidade biométrica tende a ser menor com a estimativa da altura de todos os fustes inventariados.
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