VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 60-67

Uso de animais em aulas práticas de medicina veterinária: inquéritos qualitativo e quantitativo

Galgaro, Mariana PachecoLuna, Stelio Pacca LoureiroOuteda, Nadia Crosignani

Neste estudo foi avaliada, por meio de um questionário aplicado aos professores, a utilização de animais no ensino na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp de Botucatu. Também responderam a um questionário os alunos que tiveram aulas com cadáveres e animais que possuíam proprietários, na disciplina de Técnica Cirúrgica. A maioria do corpo docente (62%) utiliza animais nas aulas, justificando que o uso é altamente necessário ao aprendizado. Muitos professores (50%) são resistentes à aplicação de métodos substitutivos, parcialmente por não estarem suficientemente esclarecidos a respeito e por acreditarem que são ineficazes, mesmo sem testá-los. A minoria dos docentes (16,1%) acredita que com métodos substitutivos é possível manter a qualidade de ensino. A maioria dos alunos (77%) acredita que métodos substitutivos de ensino têm eficácia inferior, mas não concorda com a vivissecção. Muitos alunos (88,5%) se mostraram satisfeitos após o uso de cadáveres e de animais de proprietários nas práticas de técnica cirúrgica. Aparentemente, há desinformação dos professores sobre o significado e as opções de métodos substitutivos para o ensino, sendo necessária maior difusão da informação para que possam ser utilizados e validados no aprendizado.

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