Bem-estar dos organismos aquáticos e protocolos de avaliação para aquicultura
Fernandes, Marília ParreiraAndrade, Renata Barbosa
Peixes, anfíbios, répteis, moluscos cefalópodes e crustáceos decápodes são sencientes, e por isso, procedimentos de cultivo e de abate desses animais precisam atender aos critérios de bem-estar. Protocolos de bem-estar têm sido propostos para espécies da aquicultura de relevância econômica trançando novos rumos para atividade, mas infelizmente na maioria das propriedades brasileiras, não são adotados. Nesta revisão, contém informações sobre o cenário atual e os métodos de avaliação de bem-estar dos organismos aquáticos disponíveis na literatura científica, a fim de contribuir para a implantação de métodos, processos e estruturas que garantam o bom estado fisiológico e comportamental durante a vida e morte dos animais em cativeiro. Os dados disponíveis indicam que o estresse, a sanidade, as condições nutricionais e os métodos de insensibilização são os principais indicadores de bem-estar na aquicultura. Portanto, é imprescindível garantir estruturas adequadas ao sistema de produção, protocolos de vacinação, dietas balanceadas compostas principalmente por fontes protéicas de qualidade, depuração pré-abate e métodos de insensibilização que levam à perda de consciência imediata.
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