Fontes suplementares de selênio para gatos adultos
Silva Júnior, José Walter daSaad, Flávia Maria de Oliveira BorgesLima, Lidia Marinho Silva
Com o objetivo de avaliar diferentes fontes e doses do elemento selênio foi conduzido um estudo no Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Lavras (UFLA). Utilizou-se 25 gatos adultos, machos e fêmeas, sem raça definida e peso médio de 3,58 ± 0,54kg. As variáveis avaliadas foram: coeficiente de digestibilidade aparente da matéria seca, excreção fecal e urinária de selênio, selênio retido, concentração plasmática de glutationa peroxidase, teor de selênio tecidual (pêlo, linfonodo, fígado e testículo) e histologia tecidual. Os tratamentos experimentais consistiram em dieta padrão sem adição de Se (controle); dieta padrão + 30mcg de Se orgânico (Selplex®); dieta padrão + 30mcg de Se inorgânico (selenito de sódio); dieta padrão + 60 mcg de Se orgânico e dieta padrão + 60mcg de Se inorgânico. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos casualizados em esquema fatorial 2x2 e um tratamento adicional, sendo cinco tratamentos com cinco repetições, totalizando 25 unidades experimentais, para todos os parâmetros avaliados, com exceção da biópsia tecidual (cinco tratamentos, três repetições; 15 unidades experimentais). Para as concentrações de selênio plasmático, seguiu-se o mesmo delineamento, porém, com a utilização de parcela subdividida no tempo. Houve diferença significativa na retenção das fontes de selênio estudadas, tendo a fonte orgânica apresentado maiores taxas de retenção desse mineral (P<0,05) e absorção mais rápida que a fonte inorgânica (P<0,05). Não houve diferenças significativas entre os tratamentos estudados para os níveis plasmáticos de glutationa peroxidase (P>0,05). Quanto ao selênio tecidual, apenas o pêlo apresentou resposta significativa (P<0,05), tendo os tratamentos com níveis mais altos de selênio apresentado maior retenção no pêlo, sem interferência da fonte. Nenhuma diferença foi observada na histologia tecidual.
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