Gestação gemelar em éguas (parte II): diagnóstico e intervenção
Wendt, Camila GerviniCurcio, Bruna da RosaMoraes, Bruna dos Santos SuiiéSantos, Isadora Paz Oliveira dosAlmeida, Tatiane LeiteNogueira, Carlos Eduardo Wayne
Gestações gemelares em equinos resultam em perdas embrionárias, aborto no terço final ou nascimento de potros debilitados. O objetivo desta revisão é discutir os métodos de diagnóstico e intervenção da gestação gemelar. O diagnóstico deve ser realizado na fase de migração embrionária, entre 12 e 15 dias. A ruptura de uma das vesículas é o método mais eficaz promovendo perdas similares as de uma gestação simples. Caso não seja possível intervir nesta fase, pode-se realizar o acompanhamento até cerca de 30 dias para observar a redução natural. Não ocorrendo a redução, existem técnicas de maior risco que podem ser realizadas, dentre elas a aspiração transvaginal, manipulação craniana do feto, deslocamento craniocervical ou injeção de intracardíaca-pulmonar.A eficiência da manipulação está relacionada a capacidade técnica do profissional e método utilizado, sempre buscando preservar a integridade da égua gestante.