Staphylococcus aureus sensíveis à meticilina provenientes de leite mastítico no Estado do Rio de Janeiro
Vieira-da-Motta, OlneyDonatele, Dirlei MolinariOliveira, Patrícia Ribeiro deFolly, Marcio Manhäes
Em um total de 364 vacas portadoras de mastite subclínica e 1398 quartos mamários examinados, 555 amostras de leite foram coletadas durante os anos de 1996 e 1997 de 64 propriedades, em 15 municípios da regiäo Norte/Noroeste do Estado do Rio de Janeiro. As amostras de leite foram testadas a partir de CMT (California Mastitis Test) e 128 cepas de Staphylococcus aureus foram isoladas e identificadas após análise de rotina laboratorial. Antibiogramas foram realizados, testando-se 15 antibióticos diferentes para definir o padräo de sensibilidade. Nos testes para os b-lactâmicos 96,1 por cento das cepas foram resistentes (R), nenhuma cepa se enquadrou na faixa intermediária (I) e 3,9 por cento mostraram sensibilidade (S) à penicilina; seus derivados semi-sintéticos foram oxacilina 87,0 R, 5,3 por cento I e 7,6 por cento S; ampicilina 99,2 R e 0,8 por cento S e nenhuma intermediária, amoxicilina 88,2 por cento R, 9,8 por cento I e 2,0 S; para os b-lactâmicos cefalotina 96 por cento S, 0,9 por cento R, 3,1 por cento I e cefoxitina 71,6 por cento S, 5,5 por cento R e 22,8 por cento I. Todas as cepas foram 100 por cento sensíveis à gentamicina, sulfazotrim e vancomicina. Nenhuma das cepas isoladas foi resistente à meticilina quando utilizada a concentraçäo padräo de 25mg/mL da droga para testes de cepas de origem humana (clone brasileiro MRSA III::B:A).