VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 13-17

Aspectos epidemiológicos da babesiose eqüina na microrregião fluminense do Grande Rio-ltaguaí, Estado do Rio de Janeiro

Bittencourt, Vânia Rita Elias PinheiroMassard, Carlos LuizMassard, Claudete de Araújo

Foram colhidas amostras de sangue de 78 eqüinos, pertencentes ao Setor de Eqüinocultura do Instituto de Zootecnia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRRJ) e a propriedades vizinhas no município de ltaguaí, Estado do Rio de Janeiro, no período de abril a agosto de 1985. Das amostras, separou-se o soro, que foi inativado em banho-maria a 36ºC e posteriormente mantido na temperatura de -15ºC até a coleta e preparo de todo o material. De cada animal sangrado, foram coletados carrapatos que foram identificados como Amblyomma cajennense e Anocentor nitens. As amostras de soro foram analisadas no Instituto de Parasitologia da Universidade de Hannover, Alemanha, onde foi realizada a técnica de fixação do complemento, utilizando antígenos específicos para Babesia equi e B. caballi para a identificação de animais portadores de babesiose. Os carrapatos foram examinados através de análise de hemolinfa, tubo digestivo, ovários e glândula salivar, a procura de formas evolutivas de Babesia sp. Os resultados mostraram que todos os animais examinados apresentaram resposta positiva, mesmo em diferentes graus, para B. equi, B. caballi, ou ambas. Dos animais examinados 93,6% apresentaram reação positiva para B. caballi e 84,6% para B. equi. Os carrapatos examinados foram negativos para Babesia. Isto mostra que a prevalência é elevada na região estudada, caracterizando-a como uma área fortemente enzoótica e, potencialmente, de risco para animais procedentes de áreas livres de carrapatos vetores.

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