Estudo do realce meníngeo em imagem de ressonância magnética de cães com enfermidades do sistema nervoso central
Guedes, Charles HSousa, Mariana PMoraes, Alessandra R. D. PFiladelpho, André LMachado, Vânia M. V
A ressonância magnética (RM) tem papel importante na detecção e caracterização das lesões meníngeas, auxiliando um possível diagnóstico clínico ante mortem de doenças intracranianas. O realce meníngeo tem sido descrito como um sinal de múltiplas enfermidades do sistema nervoso central (SNC). O objetivo deste estudo foi avaliar o realce meníngeo nas RM do encéfalo de cães e associá-las às diferentes doenças do SNC. Foi realizado um estudo retrospectivo de 22 cães submetidos ao exame de RM, com o histórico de sinais clínicos de doença neurológica como critério de inclusão para seleção destes animais ao estudo. Os dados foram divididos de acordo com a idade e sexo dos animais e os critérios de análise foram, quanto às enfermidades do SNC encontradas, local, padrão e definição do realce da meninge. Os resultados obtidos demonstram que, dentre as doenças observadas, a encefalite e a neoplasia ocorrem com maior frequência, ambas com 22,7% de suspeitas clínicas. O local de maior incidência foi determinado como sendo o parietal/temporal/frontal, com 27,3% de prevalência, seguido do frontal com 18,2%. Com relação ao padrão da meninge, foi verificado que houve 90,9% mais realce na região pial e dural conjuntamente do que ao compará-las individualmente. Já ao avaliar a definição do realce meníngeo, o mais observado foi o realce discreto (59,1%). O presente estudo possibilitou a obtenção de informações específicas e maior compreensão das características do realce meningeal, incluindo dois padrões de realce meníngeo (pial e dural) e a identificação da associação dos valores nas diferentes doenças do SNC em cães.
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