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Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

Early ontogeny of tetra Markiana nigripinnis (Characiformes: Characidae)

Souza, Mateus Babichi Veiga deTondato-Carvalho, Karina KeylaGimênes Junior, HeribertoBialetzki, Andréa

O desenvolvimento inicial de Markiana nigripinnis foi descrito considerando os caracteres morfológicos, a pigmentação e a morfometria. Indivíduos foram obtidos por meio de reprodução seminatural, coletados, acondicionados, fixados e identificados conforme seu período e estágio de desenvolvimento. Foram analisados 80 indivíduos com comprimento padrão variando de 3,1 a 24,3 mm. As larvas são pouco desenvolvidas à eclosão, com saco vitelino relativamente grande e presença de membrana embrionária. Em pré-flexão, os olhos estão pigmentados, a boca e o ânus são funcionais, o vitelo é completamente absorvido e surge o botão da nadadeira peitoral. Em flexão, os primeiros raios das nadadeiras caudal, anal e dorsal tornam-se evidentes. O botão da nadadeira pélvica aparece somente em pós-flexão, além da completa absorção da nadadeira embrionária. A pigmentação se distribui pelo corpo todo, com maior concentração no topo da cabeça, ao redor da boca e na base da nadadeira caudal. O número total de miômeros variou de 34 a 49 (16-23 pré e 18-27 pós-anal). Os juvenis apresentaram características morfológicas semelhantes ao adulto. O número de raios das nadadeiras é peitoral: 11-13, pélvica: 5-7, dorsal: 8-11, caudal: 16-27 e anal 30-47. As relações morfométricas revelam variações no crescimento ao longo da ontogenia inicial da espécie.

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